Possessão na Noite de Estudos de Cinema

Como entender a linguagem cinematográfica e compreender o sentido de um filme? Um curso de crítica de cinema é um meio para começar a entender os caminhos da interpretação da sétima arte com todos os seus signos, símbolos e sinais. E nesta sexta turma de crítica de cinema promovida pela Caiana, o filme escolhido para iniciar esta discussão é um filme polêmico e provocador : “Possessão” de A. Z
ulawski. O filme é uma obra ideal para discutir toda a linguagem cinematográfica a partir de uma história aparentemente simples mais que exigem do espectador um comprometimento cada vez mais surreal com as suas sequências e intenções. É um filme político? Sim. É um filme romântico? Sim. É um filme de terror? Sim. “Possessão” é tudo isso e muito mais. Não perca a chance de conhecer este filme e fazer a sexta turma de crítica de cinema na Caiana. É uma oportunidade única de aprender cinema vendo um filme definitivamente provocador.com Marco Antonio Moreira
exibição, analise e debate do filme:
Possessão de Andrzej Zulawski
Marcando o início do curso de Crítica de Cinema de junho
Dia:03/06 às 19hClassificação: 18 anos
ENTRADA FRANCA
Curso Básico de Crítica de Cinema
com Marco Antonio Moreira
Dias:7,9,14,16,21,28,30/06
horário: 19 às 22h Investimento R$100,00
Caiana Filmes
Rua Diogo Moia, 986 · UmarizalBelém · Pará · 66055170Tel:
(91)33434252 / 33434254
Chega-te à Mim curta de Oficina da Caiana Filmes é selecionado para mais um festival
As gravações

a grande novidade é que o festival vai bancar o transporte e hospedagem de um dos alunos para representar o filme.
Para os interessados em iniciar na linguagem Audiovisual a Caiana mantem aberta inscrições para novas turmas de cinema veja mais informações: 33434252 ou http://www.caianafilmes.com/


OO FESTIVAL DE JERICOACOARA – CINEMA DIGITAL, também conhecido como JERIDIGITAL é um evento cinematográfico realizado anualmente na segunda semana de junho na Vila de Jericoacoara, no litoral do município de Jijoca de Jericoacoara, no Estado do Ceará, Brasil. Serão exibidos para concorrer aos prêmios do festival, obras audiovisuais brasileiras com duração máxima de 15(quinze) minutos, produzidas em tecnologia digital.


Pará ganha novo edital de filmes

Através de uma iniciativa do Grupo Educacional Ideal, em parceria com a Associação Brasileira de Documentaristas e Curta-metragistas do Pará (BDeC-PA), com a Associação de Críticos de Cinema do Pará (ACCPA) e com a Produtora Caiana Filmes, o Pará ganha um novo edital de curtas-metragens, que vai oferecer R$ 40 mil para a realização do filme. O projeto é novo entre empresas privadas no Estado.
No dia 28 de maio, Grupo Ideal, BDeC-PA, ACCPA e Caiana estarão reunidos na construção do “Edital Ideal de Curtas-metragens do Pará”. A reunião, que será às 16h, é aberta a todos os interessados em participar do debate, ampliando assim a forma democrática de elaboração de um edital de filmes.
A iniciativa do Ideal vem somar as articulações de movimentação da produção audiovisual no Estado, num momento em que não há nenhum edital públicos dos governos locais, específicos para o cinema ou audiovisual, em andamento.
O novo edital será aberto a todos os realizadores, profissionais ou estreantes, e será divulgado logo após sua aprovação, junto aos produtores que se fizerem presentes na reunião aberta do dia 28.
A parceria do Grupo Ideal com a Caiana Filmes, ACCPA e ABDeC-Pa, mostra o quanto se fazem necessárias iniciativas como esta não apenas da esfera governamental, sendo também uma forma de sensibilizar a iniciativa privada a entender a economia da cultura, colocando o cinema como janela principal deste meio.
O Edital Ideal de Curtas-metragens do Pará vai destinar verba de R$ 40 mil ao projeto vencedor. O filme pode ser ficção ou documentário e deverá ser todo rodado em território paraense, sendo a equipe também do estado.
Participe
Serviço
Elaboração do Edital Ideal de Curtas-metragens do Pará. Dia 28 de maio, às 16h. Local: Na Caiana Filmes (rua Diogo Móia, 986, entre Alcindo Cacela e 14 de março).
Aberto ao público.
Informações: (91) 3343-4252
Curso Fotografia Sensual para fotógrafos e amantes da fotografia.

É uma grande oportunidade para quem gosta e (ou) deseja atuar profissionalmente. Já que, é um dos mercados fotográficos que mais cresce atualmente.
O curso tem como objetivo não apenas tratar de técnicas para um bom ensaio sensual, mas sim, ensinar também particularidades do olhar fotográfico capaz de expressar a beleza natural do corpo.
Os alunos serão aceitos mediante análise da proposta e os pré-requisitos, que são:
Possuir conhecimento básico de fotografia (regulagens da câmera e fotometria); Possuir câmera fotográfica; Seriedade na execução das tarefas.
Basicamente serão repassados os seguintes temas:
Equipamentos básicos; Produção; Escolha de locação fotográfica; Direção de modelos; Comportamento durante sessão fotográfica; Construção de iluminação; O nu em sua sensibilidade e sensualidade artística.
15 vagas.
Curso Fotografia Sensual
com César Sarmento
Dias: 11, 18 & 19/06 & 2,3/07 - Sábados: 19 às 22h / Domingos: 9 às 13h
Investimento R$250,00
*necessário assinatura de termo de compromisso, conduta e utilização das fotos dos modelos (masculino e feminino)
Curso de Crítica de Cinema /tema de Maio: Neo Realismo
Neste mês de maio quem quer conhecer mais sobre cinema a Caiana está formando um grupo de discussão e aprendizado sobre crítica de cinema com o presidente a ACCPa Marco Antonio Moreira. A idéia e transforma as noites de maio na Caiana em um grande espaço de congraçamento entre pessoas que gostam de cinema para aprender, discutir e conhecer outras pessoas com a mesma afinidade.
O espaço já é tradicional na cidade e a cada mês há um tema diferente, para maio o tema é o Neo Realismo e suas influências em todo o cinema mundial até a atualidade. Serão sempre dois encontros por semana durante todo este mês. Sempre no período da noite.
Além de muito bate papo há também exibição de filmes raros e inéditos além dos clássicos e contemporâneos. As noites são sempre recheado de muito bate papo divertido misturado a muita pipoca, salgadinhos e refrigerante.
Para Marco Moreira os encontros sobre o Neo-realismo pretende mostrar o contexto, filmes, cineastas e propostas deste movimento que influenciou diretamente o Cinema Novo brasileiro nos anos 60 e a sua influencia na produção atual.
CINEMA NEO-REALISTA
Os traumas do pós-guerra levam cineastas e críticos italianos a assumirem posição mais crítica em relação aos problemas sociais e reagirem contra os esquemas tradicionais de produção. Surge assim, na Itália, o movimento neo-realista. A renovação ocorre na temática, na linguagem e na relação com o público. A experiência neo-realista tem duração relativamente curta mais causa enorme impacto sobre as demais cinematografias e se expressa de diferentes formas em outros países.
Curso de Crítica de Cinema /tema de Maio: Neo Realismo
com Marco Antonio Moreira
Dias: 10, 13, 17, 20, 24, 27, 31/05 e 02/06
horário: 19 às 22h Investimento R$100,00
Curta marca Noite de Estudos de Cinema

por Diego Diniz
Na próxima sexta-feira, dia 06 de maio, durante a mensal Noite de Estudos de Cinema, será exibido o clássico Roma, cidade aberta, de Roberto Rosselini com debate sobre cinema Neo-Realista com Marco Moreira. Na Noite será apresentado O curta Pré-doc feito por alunos da Caiana. Curiosamente, os dois filmes exibidos trazem como tema a relação, de amor ou de destruição, do homem com suas cidades.
Pré-doc é da autoria de alunos da oficina de prática de cinema da Caiana filmes. Pode parecer estranho apresentar um filme estampando de cara a sua fragilidade, o fato de ter sido realizado por iniciantes. Mas o que estranha mesmo é que o tipo de filme feito por estes mesmos principiantes, talvez mais guiados pela dúvida que por erudição, se pergunta o que se perguntava a turma escaldada da Objectif 49 e o cinema marginal de Sganzerla: como fazer um filme? Como filmar e transformar?
Sobre a Noite de Cinema:
A noite de Estudos é uma aula aberta do Curso de cinema Neo-realista, que tem início no próximo dia 10 e pretende mostrar o contexto, filmes, cineastas e propostas deste movimento que influenciou diretamente o Cinema Novo brasileiro nos anos 60.
SOBRE CINEMA NEO-REALISTA
Os traumas do pós-guerra levam cineastas e críticos italianos a assumirem posição mais crítica em relação aos problemas sociais e reagirem contra os esquemas tradicionais de produção. Surge assim, na Itália, o movimento neo-realista. A renovação ocorre na temática, na linguagem e na relação com o público. A experiência neo-realista tem duração relativamente curta mais causa enorme impacto sobre as demais cinematografias e se expressa de diferentes formas em outros países.

Ano de Produção : 1945
Elenco: Anna Magnani
Sinopse : Entre os anos de 1943 e 1944, a cidade de Roma, ocupada pelos nazistas, é declarada "cidade aberta", a fim de evitar bombardeios aéreos. Neste momento comunistas e católicos unem-se para combater os alemães e as tropas fascistas.
PORTAS ABERTAS
A Noite de Estudos de Cinema exibe o clássico “Roma, cidade aberta”, de Roberto Rosselini e o curta-metragem “Pré-doc”, produzido pelos alunos da Caiana Filmes. Dia 06 de maio, às 19h, com participação do crítico Marco Antônio Moreira, que fala sobre o gênero Neo-realista do longa mancando a abertura dos cursos de maio na Caiana Filmes.
Contatos: (91) 3343-4252/ 3343-4254/ http://www.caianafilmes.com/
Curso de História(s) do Cinema com Miguel Haoni

Sobre o curso:
A mais de cem anos, o cinema acompanha, registra e encanta homens e mulheres pelo mundo inteiro. Sua trajetória muitas vezes confunde-se com os próprios movimentos perpetrados pelo homem contemporâneo. Nossas vitórias, medos, paixões e misérias foram por vezes, filmadas e projetadas como imagens em movimento. Por conta disto e de seu inestimável valor intelectual e estético, o Cinema configurou-se como a maior contribuição artística do século XX, o que não significa que seja visto, nos dias de hoje, como tal.
A realidade prática nos coloca diariamente em presença de imagens em movimento. Seja na TV, no computador e até mesmo em filmes, o ritual de fruição estética da linguagem audiovisual é gradualmente vulgarizado. A exemplo disso temos o crescimento avassalador do mercado de DVDs piratas que em sua grande maioria, dispõe de um catálogo extenso de títulos lastimáveis, filmes sem valor.
Tal condição torna premente a necessidade de um estudo detido e minucioso sobre o Cinema enquanto linguagem artística. Neste sentido apresenta-se o Curso de História(s) do Cinema, aqui dividido em seis unidades e nove aulas que dão conta de grandes períodos na linha evolutiva da sétima arte. A opção por uma perspectiva histórica não apenas dinamiza a abordagem do objeto estudado, mas também permite questionamentos fundamentais nesta empreitada: Quais foram as permanências e modificações na linguagem cinematográfica ao longo dos anos? Qual o papel das vanguardas e dos movimentos conservacionistas nesta história? Quais as principais escolas estéticas? Qual a ligação entre o cinema e a sociedade através do tempo?
Estas perguntas serão a base norteadora do curso aqui apresentado.
Sobre as unidades:
Unidade um Artífices da transparência: o cinema clássico
Após a sua conturbada gênese, o cinema atravessou um processo de moralização simultâneo ao desenvolvimento de sua linguagem específica. Protagonizado por cineastas americanos, o "cinema clássico" representou a libertação dos códigos cinematográficos de seus correlatos nas outras artes. Apesar da domesticação posterior, sua criação entretanto, representou um dos momentos mais criativos na história.
Unidade dois A tradição do cinema narrativo clássico no Japão
O cinema clássico grassou uma rcepção mundial imensa atingindo os mais distantes pólos de produção. No Japão, os cineastas que antes, durante e após a Segunda Guerra operavam a matriz melodramática associada ao zen e à crise da modernização, ofereciam ao mundo uma forma particular de arte. A decupagem de Yasujiro Ozu e a mise-en-scène de Kenji Mizoguchi não apenas representavam uma variação formal mas uma maneira única e inovadora de observar o mundo.
Unidade três A imagem fluida ou as Vanguardas de 1920
Na Europa dos anos 20, enquanto o cinema se enrijecia num padrão clássico, diversas cinematografias nacionais propunham novas formas de abordagem audiovisual. O impressionismo e o surrealismo na França, o expressionismo na Alemanha e as pesquisas de montagem na União Soviética ofereciam uma oposição selvagem ao modelo cinematográfico hegemônico.
Unidade quatro Uma câmera na mão e muita raiva: Glauber Rocha e o Cinema Novo
Após o lançamento do filme Rio 40 Graus, de Nelson Pereira dos Santos, o cinema brasileiro havia entrado definitivamente por uma nova vereda. O contato entre grupos de jovens cineastas na Bahia e no Rio de Janeiro afinava aquilo que desencadearia um dos movimentos cinematogáficos mais importantes do 3° mundo. O Cinema Novo brasileiro deixou um legado valiosíssimo para o audiovisual latino americano e através da trajetória de seu maior mestre, Glauber Rocha, acompanharemos como a revolução chegou às telas do país.
Unidade cinco A cine-hipnose ou o estilo em Stanley Kubrick
Stanley Kubrick foi um cineasta único no panorama do cinema moderno. Seus filmes mostravam uma ampla consciência do potencial dos gêneros clássicos, mas sobretudo uma manipulação do tempo que atuava diretamente na respiração dos espectadores. Concebendo o cinema como um mantra, Kubrick concebeu obras-primas, tornando-se um dos maiores artistas-pensadores sobre a violência no século XX.
Unidade seis Sangue de Poetas: panorâmica sobre a violência no cinema
Desde sua gênese, a história do cinema confunde-se com a história do cinema de violência, seja nos clássicos filmes de gênero hollywoodiano, ou os gritos de fome no Cinema Novo latino. Espetáculo vulgar ou expressão lírica, a violência sempre foi grande parceira do cinema, e em torno dela, suas vantagens e desvantagens éticas e estéticas, compreenderemos as funções das tripas e miolos na arte contemporânea.
*Miguel Haoni é cineclubista, diretor da Associação Paraense de Jovens Críticos de Cinema. Coordenou os projetos Cine Uepa e Cinema na Casa e participou do Cine EGPA , Sessão Maldita, Cineclube da Aliança Francesa, Coisas de Cinema e TV Clube, atualmente, coordena o Cine CCBEU, Cineclube do Colégio Sucesso e o projeto INOVACINE-FAPESPA, além de escrever crítica de cinema para o Jornal Amazônia.
Curso de História(s) do Cinema
com Miguel Haoni
dias: de 10 à 30 de maio (segundas, terças e sextas) Sábados: 15 às 18h
Investimento: R$ 50,00
O Dia em que a Terra Parou na noite de Estudos de Cinema

Na próxima sexta feira dia 08/04 Damos inicio a mais uma noite de Estudos de Cinema com o tema CINEMA E FICÇÃO CIENTÍFICA e exibição do filme “O Dia em que a Terra Parou” de Robert Wise e na sequencia debate Com Arnaldo Prado Junior
A sessão é GRATUITA e marca a abertura dos cursos de Abril na Caiana Filmes
veja a programação completa de cursos aqui.
Ficha Técnica
O Dia em que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still, EUA, 1951)
Direção: Robert Wise
Roteiro de Edmund H. North baseado em história de Harry Bates.
Filmado em Preto e Branco
Direção de fotografia: Leo Tover
Música: Bernard Herriman
Elenco: Michael Rennie, Patricia Neal, Hugh Marlowe, Sam Jaffe
Resumo do argumento – Uma espaçonave em forma de disco pousa em Washington. O governo dos EUA tenta tranquilizar a população para evitar o pânico, alertando que notícias de exércitos invasores e destruição em massa são boatos totalmente falsos. No entanto, a espaçonave é cercada por um cordão de isolamento com tropas do exército com tanques e artilharia; atrás há uma multidão de curiosos.
Ao descer da espaçonave o alienígena Klaatu (Michael Rennie) anuncia que vem em paz, mas ao fazer um movimento tirando um objeto da roupa e acionando-o é atingido por um tiro disparado por um militar. Na verdade o objeto era um presente para o presidente. Levado a um hospital militar Klaatu pede para falar com todos os dirigentes do planeta, mas não consegue em consequência das divergências entre as diversas potências mundiais.
Ele não veio como invasor para conquistar, mas para alertar os dirigentes do planeta sobre a ameaça que éramos para um universo pacífico, por causa da utilização da energia atômica. Aqui, era a época da Guerra Fria real com Estados Unidos e União Soviética alimentando um mundo bipolar.

Contexto político – A chamada Guerra Fria torna-se aquecida com a Guerra da Coreia (1950-1953), com os EUA apoiando a Coreia do Sul e a URSS do lado da Coreia do Norte. Após os bombardeios em Hiroshima e Nagasaki realizados pelos EUA, o perigo nuclear torna-se real e a Guerra da Coreia poderia ser um novo campo para a utilização da Bomba A. Assim, o filme de Robert Wise, de 1951, enfocou, na ficção científica no cinema, uma questão de reais implicações no mundo político, científico e tecnológico. E continua atual, pois a energia nuclear, seja para fabricação de artefatos bélicos, seja para a geração de energia elétrica, continua sendo uma questão polêmica e poderá colocar em risco mesmo a sobrevivência do planeta.
Comentário – O filme de Robert Wise, com roteiro de Edmund H. North baseado em história de Harry Bates é consistente tanto do ponto de vista político como do cinematográfico. Na área política, os EUA não aparecem mais como salvadores do planeta. Klaatu exige reunir-se com todos os dirigentes do mundo para apresentar sua mensagem e não se dobra, apesar das dificuldades. Na verdade, todos são igualmente responsáveis. Ainda mais, os interlocutores confiáveis são os cientistas e não mais os militares, uma mudança que trouxe algumas reflexões em que o poder das armas foi deixado de lado. Cinematograficamente a narrativa, predominantemente linear, é bem construída, simples e direta, não há complicação sintática e nem semântica e nem truques ou efeitos especiais. Os cortes, a iluminação, a alternância e mudança de planos, a intercalação do noticiário da televisão, de rádio e de jornais, enfim, cada detalhe é bem trabalhado para a construção de uma narrativa fluente e clara. Wise é muito cuidadoso, sabe contar uma história, a simplicidade a favor da mensagem que o alienígena traz aos habitantes da Terra. O cineasta não economiza em detalhes, definindo precisamente duas tendências, a favor e contra a perspectiva de uma paz mundial e os riscos de uma guerra atômica. No discurso final de Klaatu, feito a uma platéia de cientistas e militares, na iminência de deixar a Terra, após passar por um processo de ressurreição tecnológica, há uma frase incrivelmente emblemática: “Não cabe a nós [interferir em] como vocês administram seu planeta, mas se ameaçarem expandir sua violência, esta Terra será reduzida a cinzas.”
Um fato interessante que veio facilitar as análises foi Klaatu ter o mesmo aspecto físico, a mesma fisiologia dos humanos, permitindo, assim, que ele se misturasse com a população e pudesse avaliar seus comportamentos conseguindo, inclusive, apoio a sua mensagem.

O Curso de Cinema e Ficção Científica - Mr. Nobody (Bélgica, 2009), filme escrito e dirigido por Jacob Van Dormael é o exemplo mais recente de que a ficção científica no cinema é um vertente de grande importância no âmbito da Sétima Arte.
A partir de A Viagem a Lua (Le Voyage Dans la Lune, 1902), realizado por Georges Méliès, que pode ser considerado o primeiro filme de ficção científica, o gênero foi, pouco a pouco, às vezes claudicante e até desconsiderado, ganhando espaço com a adesão de reconhecidos cineastas.
A ficção científica no cinema apresenta várias vertentes, uma delas, aliás, a mais condizente com a designação do gênero, enfoca especulações sobre consequências do desenvolvimento da ciência, projetadas no futuro, consequências essas em geral motivadas por desvios de um dos objetivos da ciência, o de melhorar a qualidade de vida da humanidade, ou por acidentes em experiências de extremo risco. Em muitos casos, caminhos tortuosos são explorados, levando a tragédias, deformações e catástrofes e que resultam em grandes prejuízos para o ser humano e até para o planeta.
A exploração do espaço e a existência de outros planetas habitados por seres inteligentes, pacíficos ou conquistadores, é outro caminho bastante explorado.
Viagens no tempo, para o futuro e de volta para o passado, têm lugar de destaque nas realizações.
Especulações sobre a origem e o fim do universo também estão presentes no cinema de ficção científica. Como surgiu o Universo? Terá um fim? De onde viemos, o que estamos fazendo aqui, para onde vamos?
A ficção científica permite avançar as especulações sobre o desconhecido, o inusitado, o incrível, sem limites para a imaginação. Ao mesmo tempo é um campo aberto a análises e críticas sociais e políticas, a sistemas de governo e ideologias chegando até a religião, discutindo a existência de Deus. Enfim, incorpora-se aos diversos gêneros, estilos, tendências, vertentes, a qualquer designação que se queira dar às realizações cinematográficas.
Desenvolvimento do curso
O desenvolvimento do curso irá seguir uma linha cronológica, começando com A Viagem à Lua de Méliès até as realizações mais recentes, com destaque para Mr. Nobody, de Jaco Van Dormael. Trechos dos filmes comentados serão exibidos durante o curso, com debates com participação de todos no sentido de construir conhecimento sobre o tema. Tópicos específicos destacando algumas vertentes serão trabalhados com análises dos filmes mais relevante em cada grupo. A seguir alguns desses enfoques:
• Viagens no Tempo
Em 1960 George Pal dirigiu a Máquina do Tempo (The Time Machine, EUA), com roteiro de David Duncan baseado em H. G. Wells. Em 2002, o bisneto de Wells dirigiu The Time Machine (A Máquina do Tempo, EUA) com roteiro de John Logan baseado em Wells e no roteiro de David Duncan, do filme de 1960.
Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, EUA, 1968), de Franklin J. Schaffner.
De Volta para o Futuro (Back to the Future, EUA, 1985) de Robert Zemeckis teve uma continuação, ainda na década de 1980, De Volta para o Futuro Parte II (Back to the Future Part II, EUA, 1989) do mesmo direto e outra em 1990, De Volta para o Futuro Parte III (Back to the Future Part III, EUA, 1990), também de Zemeckis.
O Exterminador do Futuro (The Terminator, Reino Unido/EUA), 1984), dirigido por James Cameron
Efeito Borboleta (The Butterfly Effect, EUA / Canada, 2004), escrito e dirigido por Eric Bress e J. Mackye Gruber.
Mr. Nobody (Bélgica, 2009), filme escrito e dirigido por Jacob Van Dormael é um exemplo recente de que a ficção científica no cinema é um vertente de grande importância no âmbito da Sétima Arte.
• O Duplo
A vertente do cinema de ficção científica diretamente associada ao horror tem na literatura do escocês Robert Louis Stevenson uma fonte de inspiração que vem desde 1912. A novela de Stevenson The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hide (O Estranho Caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hide) serviu de base para vários filmes com o mesmo título original: Dr. Jekyll and Mr. Hide. Em português a novela e os filmes foram divulgados como O Médico e o Monstro. O livro é de 1885 e foi adaptado para o teatro em 1887 por Thomas Russell Sullivan, peça apresentada em Londres e depois em Boston. (SICLIER e LABARTHE, 195? p. 38)
Classificado como um curta de horror, com 12 minutos de duração, Dr. Jekyll and Mr. Hide (EUA) foram para as telas em filme dirigido por Lucius Henderson, com os créditos de escritores dados a Robert Louis Stenvenson (novela) e Thomas Russell Sullivan (peça teatral) (DR, JEKYLL..., 1912).
Em 1931, Dr. Jekyll and Mr. Hide tem nova aparição no cinema, em filme dirigido por Rouben Mamoulian, com roteiro de Samuel Hoffenstein e Percy Heath, baseado na novela de R. L. Stevenson (DR. JEKYLL..., 1931). Outra produção sobre Dr. Jekyll and Mr. Hide, desta vez dirigida por Victor Fleming, já com título em português O Médico e o Monstro registrado em The Internet Movie Database (IMDb); os créditos são dados para Stevenson (novela), John Lee Mahin (escritor) e para Percy Heath e Samuel Hoffenstein, autores do roteiro do filme de 1931; estes dois últimos não constam dos créditos no filme. (O MÉDICO..., 1941)
Em 1996 Stephen Frears realizou o filme O Segredo de Mary Reilly (Mary Reilly, EUA), com roteiro de Christopher Hampton, da novela de Valerie Martin; não há referência a Stevenson apesar de contar a história de uma mulher que trabalha na casa do Dr. Jekyll como empregada; Mr. Hide também está no filme. Mary é interpretada por Julia Roberts e Jekyll/Hide por John Malcovitch. (O SEGREDO..., 1996)
• Robôs, Andróides/Replicantes e Homens Artificiais
Metrópolis (Metropolis, Alemanha, 1926/1927), dirigido Fritz Lang, com roteiro de Thea von Harbou de sua novela e Fritz Lang (uncredited)
Blade Runner – O Caçador de Andróides (Blade Runner, EUA/Hong Kong, 1982)dirigido por Ridley Scott, escrito por Hampton Fancher , David Webb Peoples, baseado na novela "Do Androids Dream of Electric Sheep?"de Philip K. Dick
O Exterminador do Futuro (The Terminator, Reino Unido/EUA), 1984) dirigido por James Cameron, escrito por Harlan Ellison, James Cameron e Gale Anne Hurd
Matrix (The Matrix, EUA/Australia, 1999), de Wachowski), Matrix Revolutins (The Matrix Revolutions, Australia/EUA, 2003) e Matrix Reloaded (The Matrix Reloaded, EUA/Australia, 2003), ambos dirigido e escrito pelos irmãos Andy e Larry(Laurence/Lana) Wachowski.
IA - Inteligência Artificial (Artificial Intelligence: AI, 2001, EUA), dirigido por Steven Spielberg, escrito por Ian Watson, Steven Spielberg, Brian Aldiss (conto "Supertoys Last All Summer Long”)

• Filmes Distópicos
Alguns filmes de ficção científica ambientados em um mundo distópico:
O Planeta dos Macacos
Alphaville
Blade Runner
O Dorminhoco
Fahrenheit 451
Gattaca
Laranja Mecânica
Matrix
Metropolis
Minority Report
Robocop
Rollerball
Soldier
THX 1138
Tron
Tron:_Legacy
• A segunda guerra mundial e a guerra fria
O Dia em que a Terra Parou
Dr. Fantástico
Ensaio fotográfico e a mágica do olhar
ProgramaçãoUma das frases mais conhecidas de Cartier Bresson: ‘‘Fotografar, é colocar na mesma linha de mira, a cabeça, o olho e o coração”, traduz bem o objetivo desta oficina, onde os participantes, através dos ensaios fotográficos, exercitarão a razão, o pensar fotográfico, a desoxigenação do olhar, além da emoção na captura e leitura das imagens. Ainda nesta linha, na busca de uma nova visão e ampliação de percepções, Bresson complementa: ‘’É preciso esquecer-se, esquecer a máquina... estar vivo e olhar”. Sendo assim, que tal ousar, deixar alguns modelos de lado e exercitar a magia de um novo olhar?
Módulo 1Dia 12 maio (19 às 22h)
Noções básicas de fotografia
Elementos importantes para a concepção de imagens diferenciadas
Apresentação de imagens que despertem a criatividade
Preparação para o ensaio fotográfico
Dia 14 maio (19 às 22h)
Saída fotográfica: ensaio fotográfico com uma artista paraense, direção Ana Mokarzel e produção Caina Filmes
Dia 16 maio (19 às 22h)
Edição das imagens (apresentação, escolha das imagens e feedback)
Orientações sobre a próxima etapa
Módulo 2
Dia 18 maio(19 às 22h)
Percepção e filtros perceptivos
Desoxigenção do olhar
Preparação para o ensaio fotográfico
Dia 19 maio(19 às 22h)
Saída fotográfica: ensaio fotográfico com direção e produção dos participantes
Dia 20 maio (15 às 18h)
Edição das imagens (apresentação, escolha das imagens e feedback)
Avaliação
Investimento: R$ 150.00

Ana Mokarzel
Fotógrafa paraense, com trabalhos fotográficos em:
Exposições
Exposição coletiva “Diversidade Religiosa Brasileira” - Fotoativa - Curadoria Guy e Michel Pinho - 7 de abril a 8 de maio 2011
Exposição coletiva “Meu primeiro Círio”- Curadoria Emanuel Franco - SESC/2010
Exposição coletiva “Peregrina” - Curadoria Emanuel Franco - Espaço Cultural Banco da Amazônia/2010
Exposição coletiva “Almas à Nu” – Portugal/2008
Exposição coletiva “Foto Varal” – Belém/2007
Exposição coletiva “Ars Lex” – CCBEU/2009
Salões
“Pequenos Formatos” - Unama/2010
“Salão da Vida” - Hosptal Ofir Loyola/2010
“Primeiros Passos” – CCBEU/2009
“Primeiros Passos” – CCBEU/2008
Premiações
Fotografia realizada para a artista plástica Berna Reale com a qual recebeu o 1º prêmio do Arte Pará 2009, atribuído à sua fotoperformance “Quando Todos Calam”.
Menção Honrosa – “Primeiros Passos” – CCBEU/2009
Publicações
Revista “Fotografe Melhor” – Agosto/2009 – página dupla com entrevista e imagens
Livro de fotografia: “Feminina Lente” - 2008
Publicações em revista japonesa de turismo, no Jornal Diário do Pará, em sites brasileiros e portugueses: www.anamokarzel.com, www.olhares.com/anamokarzel, www.flickr.com/photos/anamokarzel/

